Eu juro solenemente só cometer maldades.

domingo, 17 de abril de 2011

A lagrima secou...


A pele tinha intensificado seu brilho opaco de uma estação de inverno, lá estava eu preso nos meus pesadelos ‘minha realidade’ olhando aquela noite chuvosa em um mau tempo desastroso dos meus momentos de percepção sensorial, eu olhava a intensidade que o fogo tinha aos meus olhos, brilhando e estalando faíscas de intensas brincadeiras com as chamas, lá porem fixava a incrível vontade de tocar aquela magica luz incandescente e foi o que fiz, mais nada tinha acontecido e minha mão ficou gelada ao invés de quente, senti um frio intenso nela e minha pele se enrugava e mostrava linhas agora desconexas de caminhos curtos e escuros sobre minha pele, as chamam cessaram e meus dedos mal se moviam de tão gelados que estavam, o espectador da cena veio me olhar com curiosidade ele não dizia uma só palavra mais seus lábios posteriormente fechados mostravam que ele queria saber o porque de ter atirado meu braço ao fogo. nem eu mesmo pude responder a atitude contudo apenas disse: as chamas podem ter me seduzido. – disse olhando para o estrago que as chamas tinham feito. Ele pegou meu braço com cuidado analisando todas as rugas escuras que nele havia e disse: deliberadamente você é a pessoa mais louca e mais incomum que pude ter conhecido nessa vida inteira que se resumi em 19 anos, mais de uma coisa posso ter a certeza você é uma pessoa que significa mais do que todas as palavras, você vai além delas, e não é todo dia que vemos uma coisa dessa na vida.

Eu disse: eu acho que você deveria ser normal o suficiente de me repreender ou me achar louco. Ele disse: mais você é louco e por ser assim talvez seja especial ao ponto de ser além de qualquer palavra...

Eu não sabia ao certo o que ele queria dizer mais só tivi atenção a observar a chuva levar as chamas e elas se apagarem fazendo a luz ser tomada pelas trevas da noite.

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