Eu queria que minha vida fosse resumida em lindas paginas em branco, mas não ela estava impregnada de sentimentos que eu não queria viver e gostos que ninguém conseguiria provar, o obvio todos veriam alguns cigarros, muitas fumaças e boa parte de garrafas de bebida ao meu lado quero dizer do lado dele, um ou dois livros rasgados de tanto serem lidos e relidos, muitos filmes em volta quebrados e uma xicara de chá sobre algum lugar que não me recordo agora, porem faria sentido a descrição se fosse alguma historia feliz ou apaziguadora de sentimentos rasos ou então uma historia triste com algum final feliz, mas tudo estava longe de se tornar o final feliz e historias tristes costumam dar motivações a humanos normais, pois bem essa não era uma historia triste mas um vida real e dilacerante, essa não era uma vida normal em dias normais, essa era uma vida de escolhas, desejos e impulsividades. Essa era a historia dele em resumo bruto do que ele é em poucas linhas de palavras mesquinhas e egoístas do seu ser.
Na verdade a intensidade que tinha se tornado ou que sempre foi meus dias, não ficavam visíveis a olhos nus, como já havia citado para ver quem sou você precisará de mas do que os olhos podem te mostrar com a sua visão, você tinha que ser além, quase uma visão de águia para entender tudo que se passava, tanto os cortes, tantos as lagrimas, tanto o amor, tanto o ódio, tanto o rancor, tanto a satisfação, tanto a inteligência, tanto a moralidade e imoralidade...
Podem questiona-se muitas vezes que as interrogações ficam presentes na sua mente lendo apenas com seus olhos humanos esse texto, porem quem vive do vento daquela brisa que poucos conhecem nas noites de frio e dias mau dormidos poderá compreender tal dilema, sim dilema que se passava na mente do autor e daqueles que os cercavam, porque ele não era só sorriso porem sabia ser afável e paciente, alegre e indolente quando queria, humorístico e ríspido agradando a todos, mas ele não era só isso o que o guardava ainda era sentimentos impenetráveis de estruturas lassas e destruídas de um coração que aos dias de sol no amanhecer de todos os tempos continuava a bater e ele se dizia, porque eu ainda estou aqui, sim o questionamento da vida o fazia ficar impaciente com seu próprio corpo e a alma se aprofundava em mas experiência, mais os dias se passaram e ele ainda se questionava porque eu ainda vivo? Porque meu coração ainda bate? como se pode viver vida alguma dentro dele ainda? Porque o mundo ainda me faz sentir as brisas, o calor do fogo e sensação que a água gelada causa no meu corpo? Porque e porque deus tudo isso acontece...
Os porquês eram muitos e todos os dias se intensificavam e mostravam ao nada mas e mais questionamentos, e assim o relógio se mexia e segundos e horas passavam e outro dia se iniciava e por um longo tempo foi assim, questionamentos e a passagem do tempo até o chegado momento dele perceber que os porque da sua mente, do seu coração e da sua alma teriam um dia sentido. Ele ainda as procura e eu seria pequeno demais para dizer e predizer as respostas, portanto cabe a mim apenas escrever com lagrimas nos olhos, rever cenas em reflexos frios na mente e dizer que embora tudo não seja valido o dia seguinte mostra mais um dia em que se deve lutar não pela vida, mais pela procura das respostas de quem é ele realmente, de uma coisa estão certos o amor não lhe falta pelo menos o meu transborda de admiração e prazer em conhecer mente tão brilhante, estarei sempre aqui quando o telefone tocar e ele precisar de mim, enquanto isso observo mas um dia que ele conversa com seu coração e tenta concerta-lo e juntas todos seus pequenos fragmentos espalhados pelo chão e as respostas que insistem em correr dele.

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