Era sábado mais um dia de estrelas cadentes caírem e desejos serem realizados, ali estava eu com um Martini na mão e dois antigos amigos conversando sobre a utopia que é o amor e a desilusão, o não imaterial tinha se tornado tão precioso para mim que até minha própria vida dependia de algumas reações do meu corpo e do meu coração morto, então eles começaram a relatar e sufocar contra o peito a dor de tais sentimentos e nesse momento eu me vi perdido, vagando no nada procurando lagrimas apenas encontrei um rosto frio e congelado pelo tempo. Culpa do tempo? Questionam-se não ?! talvez não, o que acontecia é que até o corpo pelo qual me fazia ser o que sou tinha se cansado de viver dessa forma, ele tinha medo de ser feliz, de amar novamente, de ter amigos que te fazem ser único e especial, o meu corpo não suportava a si mesmo, e foi nesse momento que um abrupto nojo me abateu sobre mim, recusando qualquer sentimento só restou-me pensar sobre o que passou e eu volto ao escuro apagando as luzes.

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